segunda-feira, 6 de março de 2017

Crescer e aprender: a história da Girafa Tina

Uma história sobre: crescimento

Palavras-chave: Crescimento. Tristeza. Felicidade.


ACIMA DAS NUVENS: a História da girafa Tina

Esta história se passa não muito longe daqui...
Em uma terra de nome África vivia um bando de girafas. Eram lindas, corriam pelas pastagens com seus pescoços longos e pintados. Alimentavam-se de brotos, flores e frutos que nasciam bem lá no alto das árvores. Tudo bem fresquinho, que só elas e os passarinhos conseguiam alcançar.
Certa vez nasceu um filhote um pouco diferente dos demais. Era uma girafa um pouco mais alta, magra, chegando a ser meio desengonçada. Os amigos a apelidaram de Tina.
Tina, apesar de ser diferente, brincava, corria, soltava grunhidos como os outros. Com o passar do tempo, os filhotes foram crescendo. Mas, Tina não tinha limites para o seu crescimento. Crescia muito, muito mais que seus companheiros.
A cada dia que passava, seu pescoço ia aumentando, aumentando, não parava mais. Era até um pouco assustador aquilo tudo!
Um dia, no céu entre as nuvens, o sol falou: “O que é aquilo que vem subindo em nossa direção? Será um tronco, um torpedo, um foguete?”
Quando de repente a carinha de Tina surgiu “acima das nuvens”. O sol disse: “Olá, como vai? Agora você está em outro mundo, seja bem vinda!”.
Tina, ainda um pouco assustada respondeu: “Obrigada”.
Com o passar do tempo, a girafa começou a se sentir triste. Não conseguia mais ver a chuva. Escutava os raios, os trovões, mas não os via porque estava acima das nuvens... A terra, as árvores, seus companheiros estavam bem longe. Mas todos estavam bem presentes em seu coraçãozinho. Isso era bom, mas a saudade a incomodava.
Quando anoitecia, depois de longas conversas com a lua, as estrelas, os cometas que soltavam lindas faíscas ao seu redor, ela, cansada, adormecia no seu travesseiro de flocos de algodão.
Certa vez, pela manhã, o sol a chamou e disse: “Tina, nós entendemos que você está triste. Mas não se esqueça de que somos todos seus amigos. Olhe os passarinhos que alegram e colorem seus dias e tardes. Você não pode ver o mundo lá em baixo, mas sua cara tem a cor do sol aqui em cima. Não fique triste!”.
Então o sol mandou um beijo de luz aquecer o coração de Tina.
Naquele momento ela entendeu tudo: o carinho dos amigos é que a fazia crescer e aquecia seu coração. Assim, não havia limites para o crescimento do amor no coração de Tina. Onde estivesse, Tina podia ser feliz, porque a felicidade era a luz que saía do seu coração!
Agora Tina vive toda contente, acima das nuvens, rodeada de amigos e mandando sua luz para todos.
Nelson Tunes/ Jacqueline Crepaldi



A felicidade é uma luz que sai de nosso coração!

E você, quem o(a) ilumina com carinho?

Quem você ilumina com a luz de amor que sai do seu coração?


Faça vários raios de sol. Escreva os nomes dos seus amigos nos raios de sol e monte-o, enfeitando seu quarto!
          Desenhe uma girafa, da maneira que você a imagina. Não se esqueça de fazer um pescoço bem grande. Cole-a atrás da porta de seu quarto. De vez em quando peça para seu pai, sua mãe ou alguém que você conheça, marcar sua altura e colocar a data. Vai ser muito bom ver o quanto cresceu e aprendeu!

“Se o seu sonho está nas nuvens não se preocupe. Ele está no lugar certo. Agora, construa os alicerces”. Shakespeare




O maior tesouro do mundo: a história de Aladim e a lâmpada mágica

Uma história sobre o amor: 
Aladim e a lâmpada mágica: a história do maior tesouro do mundo

Palavras-chave: Aladim. Tesouro. Amor.

Aladim era um jovem de bom coração. Um dia, porém, encontrou-se com um  mágico, que lhe pediu ajuda para obter uma "lâmpada maravilhosa", uma lamparina semelhante àquelas utilizadas na iluminação doméstica, mas que continha um "gênio" capaz de realizar todo e qualquer desejo a ele dirigido. A lamparina com o gênio era, para o mago, um recurso mágico que lhe daria mais poderes e que lhe permitiria realizar os desejos irrestritamente; mas ela estava guardada no interior de um jardim encantado, em uma gruta que continha muitas joias e moedas de ouro.
O mago pede a Aladim que entre na caverna misteriosa para retirar de lá a lâmpada. Isto porque a caverna era encantada e apenas quem tinha bom coração poderia entrar nela. Entretanto, Aladim não sabia disto. O mago disse para Aladim que, em troca, lhe daria uma fortuna. Aladim entra na caverna e pega a lâmpada, mas o mago tenta ludibriá-lo na saída da gruta e não lhe dá nenhuma fortuna. Aladim desafia o mago e não lhe entrega a lâmpada. Por isso, acaba preso na caverna. A lâmpada permanece com ele.
Estava frio na caverna e, após um gesto acidental de esfregá-la, surge o gênio que habitava a lâmpada e concede a Aladim a realização de três pedidos, que são todos realizados. O primeiro dos desejos de Aladim foi sair da caverna. O segundo, um meio de transporte e o gênio lhe deu um tapete voador. Aladim resolveu aguardar para realizar o terceiro pedido, quando necessitasse.
Aladim ficou tão feliz que foi passear na cidade e acabou conhecendo uma bela jovem de nome Yasmim. Ele se apaixonou e todo dia levava uma flor para ela. Então, Aladim resolveu pedir ao pai de Yasmim para se casar com ela. Quando descobriu que o pai era o sultão, ficou surpreso. Fez seu último pedido: quero 40 sacos de diamantes. E os levou para o sultão. Mas o sultão disse-lhe: _ Você acha que esses diamantes serão suficientes para você receber a mão de minha filha em casamento? Vá e traga-me o verdadeiro tesouro.
Mas, Aladim não tinha direito a mais nenhum pedido! A lâmpada agora era apenas velha e inútil. Foi aí que Aladim se lembrou de que tinha um grande tesouro. Aquele que, cuidado com atenção, nunca se acabaria. Aladim correu para o palácio e disse ao sultão: _Trouxe-lhe o verdadeiro tesouro: o amor que tenho por sua filha. Eu a amo verdadeiramente e quero me casar com ela! _ Agora sim! Disse o sultão. Você descobriu qual é o verdadeiro tesouro: o amor. Aladim se casou com Yasmim e fizeram uma festa que durou cem dias e cem noites. Por isso esta história se chama a história das mil e uma noites.
(Adaptação)



“A pessoa não se torna boa por possuir coisas boas. Ao contrário, a pessoa boa torna boas as coisas que possui, ao usá-las bem” (Agostinho de Hipona).



                                              

Uma história sobre a diversidade: Flor de maio


Palavras chave: Esperança. Diversidade. Ajudar

História: Flor de maio

 

            À beira de uma estrada, uma pequena borboleta estava chorando, pois nasceu com um pedaço a menos em uma de suas asas e por isso não conseguia voar.
Passava por ali, uma formiga que, ouvindo o choro da borboleta, se aproximou e perguntou o que aconteceu. A borboleta explicou:
_ Quando eu passava de lagarta para borboleta, colocaram inseticida, veneno, no jardim. O veneno não me matou, mas a minha asa ficou faltando um pedacinho e eu não consigo me equilibrar. É um pedacinho importante que não me deixa voar...O que faço?
Dona formiga ficou pensativa. Ela queria ajudar a borboleta. Cantou para ela, pensando em alegrá-la.
Nesta hora passou uma cigarra. Era uma cigarra tocadora de violão. Ela cantou com alegria e encantou a Formiga. Dona Formiga e a Cigarra então se uniram para ajudar a resolver o problema de sua nova amiga.  Lembraram-se de um médico e começaram a caminhar para a casa dele. Seu nome era Doutor Faz Tudo.
Acharam um galho e fizeram uma muleta para a borboleta. Conseguiram chegar à casa do Doutor Faz Tudo. Depois de ouvir a História da Borboleta, o Doutor lhes disse:
_ Bem Dona Borboleta, sou médico, não faço milagres. Sei remendar, consertar e até costurar, mas não tenho um pedaço de asa para colocar no lugar que está faltando. Assim não posso ajudá-la.
A borboleta chorando diz: “Nunca vou voar?”
_ Não diga isso! Eu conheço um sábio que pode ajudá-la. Mas para isso, é necessário que tenha verdadeira força de vontade, pois só assim encontrará o sábio. Seu nome é Godofredo e ele tem um guarda: um sapo.
A cigarra repete tranquilamente:
_ Ah, um sapo...
Em seguida dá um grito:
_ O quê... UM SAPO!!!
As três caem no chão quase desmaiando.
Dona Formiga diz:
- Eu sei que o sapo é util e muito importante, mas o Senhor esquece que nós é que somos seu alimento? Como vamos conseguir passar por um sapo?
Godofredo diz:
- Vou lhes dar uma dica. À noite o sapo adormece e vocês podem passar se não fizerem barulho e se controlarem seu medo, pois, se ele sentir cheiro de medo vai acordar e vai devorar vocês.
Sua missão não seria nada fácil. Apesar das dificuldades, a alegria e a esperança nunca as abandonaram e deram força para que seguissem em frente.
 Depois de muitas horas de caminhar, chegaram à casa do sábio. Neste momento, ouviram um forte barulho. O barulho foi aumentando... aumentando... Apareceu, então, um sapo enorme, faminto e resmungão. Com muito medo, ficaram quietinhas aguardando o sapo dormir.
Com muita persistência, ultrapassam o temido guardião, depois que se afastaram, comemoraram:
- Viva! Viva! Conseguimos!
 É aí que encontram o Doutor Godofredo, uma coruja muito sábia. Ele resolveu ajudá-las.
Godofredo disse: _ Eu tenho uma sugestão: há uma flor chamada Flor de maio, tão leve que pode ajustar-se perfeitamente à sua asa. Mas ela só brota no mês de maio. É preciso esperar... Vocês conseguem?
-Claro que sim!
            Após uma longa espera, numa linda manhã de maio, em meio a muitas flores do campo, Flor de Maio desabrochou no jardim...
 Godofredo foi até ela e falando baixinho, explicou-lhe toda a situação e ela, delicadamente, lhe oferece uma de suas pétalas.
Godofredo fez seu trabalho médico enquanto a Formiga e a Cigarra ficaram rezando.
Depois de um longo tempo...
_Pronto, acabou, pode levantar!
A borboleta levanta-se com cuidado e, no jardim, aponta uma pedra:
_ Agora suba e voe...
A borboleta obedece batendo as asinhas, tentando voar, mas logo cai no chão...
As amigas a ajudam a levantar-se.
_ Tente outra vez... Outra vez! Até conseguir, ordena Godofredo, confiante no trabalho que realizou.
A cigarra e a borboleta contaram juntas: um, dois, três e já...E neste momento a borboleta consegue voar, linda, divina.
_ Veja... Ela voa de um jeito diferente. Diz a cigarra.
_ Não importa, ela está voando! Viva! Viva!
_ Estou voando! Eu consegui! Obrigada minhas amigas. Obrigada, Flor de Maio. Obrigada, Doutor. Obrigada, Meu Deus!
E todos começam a festejar, felizes e cantando.

(FURTADO, Maria Cristina. Flor de maio. São Paulo: Editora do Brasil, 2004)




“Toda peregrinação é por si mesma dura e cansativa. Quem a empreende, o faz pela esperança de chegar à meta” (Agostinho de Hipona).

quarta-feira, 1 de março de 2017

Campanha da Fraternidade 2017 - para crianças - Abertura




 

Tema: Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida

Lema: Cultivar e guardar a Criação


Ed. Infantil, 1º ano e 2º ano
Convivência: Eu, outro, mundo


  •    Preparar uma sala com uma ilha. Esta ilha representa os 4 elementos da natureza: água, terra, fogo e ar. O lema: “Cultivar e guardar a criação” será o foco do trabalho.
  •     Cartazes da CF (Campanha da Fraternidade) deverão estar por todo o ambiente.
  •       Ao entrar na sala, deixar que as crianças admirem a ilha e façam suas perguntas. Dirigir a conversa para o foco: “o que é cultivar?” O que significa “biomas brasileiros”?
  • Vivência: Duas ilhas

Marcar, no chão, o contorno de duas áreas, que representarão duas ilhas, distanciadas uma da outra. Dividir os participantes por estas duas áreas. Explicar aos educandos que, em cada uma das ilhas, há apenas um determinado tipo de alimento (banana ou maçã, por exemplo) e que os seus habitantes estão saturados de comer sempre o mesmo, por isso querem trocar de ilha. Porém, não existe nada ligando as duas ilhas e elas estão entre o mar, razão pela qual, nadar de uma para a outra é perigoso, devido aos tubarões. Pede-se aos educandos para criarem estratégias para resolver a situação e se deslocarem todos da ilha onde estão, para a outra, sem caírem na "água". Se alguém cair na "água" os outros os ajudam. Ao final, lembrar que, precisamos pensar em quem vem depois. Apenas com a cooperação de todos o Brasil será melhor. Isto é guardar a criação.
  • Oração da CF (com música suave)
Deus, nosso Pai e Senhor,
nós vos louvamos e bendizemos,
por vossa infinita bondade.


Criastes o universo com sabedoria
e o entregastes em nossas frágeis mãos
para que dele cuidemos com carinho e amor.


Ajudai-nos a ser responsáveis e zelosos pela
Casa Comum.
Cresça, em nosso imenso Brasil,
o desejo e o empenho de cuidar mais e mais
da vida das pessoas,
e da beleza e riqueza da criação,
alimentando o sonho do novo céu e da nova terra
que prometestes. Amém!

  •  Música: Natureza (CD “Direito das crianças” - Paulinas COMEP) ou outra música que fale a respeito da natureza.

O fio mágico




“Se o seu sonho está nas nuvens não se preocupe. Ele está no lugar certo. Agora, construa os alicerces”. Shakespeare


O maior sonho de Pedro era crescer bem rápido.


Um dia, aguardava ansioso por sua amiga Lisa. Era hora de ir para a escola e o sol brilhava indicando meio-dia.


Como Lisa estava atrasada, Pedro resolveu assentar-se embaixo de uma árvore para descansar. Foi quando apareceu uma senhora, trazendo nas mãos um fio dourado. Ela disse:


- Pedro, eu sei que você tem um sonho e vou ajudá-lo a realizar esse sonho. Pegue este fio mágico e sempre que você sentir vontade de crescer é só puxá-lo um pouquinho, assim, sua vida irá passar mais rápido. Mas cuidado, pois um puxão mais forte poderá ser o fim de sua vida.


Pedro ficou muito assustado, porém pegou o fio com cuidado e colocou-o no bolso.


Lisa chegou e Pedro olhou para ela. Como gostava dela... Que vontade de se casar com ela... Pedro pegou o fio mágico e puxou-o. Logo estava um rapaz e casou-se com Lisa.


E o tempo passou. Pedro quis filhos, mas demorava muito para eles crescerem. Ele puxou novamente o fio, seus filhos cresceram, porém ele não percebeu o quanto envelhecia. Sua mãe havia morrido e Lisa estava doente.


Pedro arrependeu-se de sua pressa e chorou muito, pedindo que o tempo voltasse atrás e que sua vida fosse tranquila como antes.


De repente, uma folhinha cai da árvore em sua cabeça e Pedro acorda. Tudo não passou de um sonho.

SOUZA, Jacqueline Crepaldi; et al. Coleção Construindo a Vida. São Paulo: FTD, 2001.